quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Depois da transferência...

Dia 30 de janeiro transferimos o nosso congeladinho!!! Transferimos um embrião de alta qualidade com 5 dias (blastocisto). A transferência foi feita pelo mesmo médico que fez a nossa última transferência (essa foi a fresco) e tal como da última vez decidi tirar a foto para colocar no albúm do bebé do dia em que nos conhecemos :)



 Logo nos dias seguintes comecei a sentir pequenas picadas/contrações muito leves, depois a vontade muito frequente de urinar e depois os enjoos. Intuí que estaria grávida!

No dia 9 depois da transferência, resolvi fazer um teste de gravidez.(Li que nessa altura a hormona já seria detetável). Nunca em nenhum tratamento tinha feito antes da data pedida. Nunca...

O teste estava marcado para o dia 12 de Fevereiro e nesse dia não dava para ir ao hospital fazer o beta HCG no dia agendado. Iríamos estar de férias nos Açores e não sabia se poderia fazer lá o beta e saber o resultado no próprio dia... (No dia seguinte era feriado e no dia seguinte estaríamos a fazer a viagem de regresso a casa!).

Já fui de férias a saber que estava GRÁVIDA!


Mas lá nos Açores consegui fazer o beta que confirmou o esperado!
Um fantástico valor de 1945!!!



 Mas a alegria durou pouco... Chegamos a casa na terça-feira e no dia seguinte notei uma pequenina mancha de sangue. Desvalorizei porque era realmente pequena. Associei ao facto de ter andado de avião.

No dia seguinte voltei a sangrar um pouco mais e no dia seguinte um pouco mais que no dia anterior. Nada de muito exuberante. Aí ainda não estava preocupada, confesso, mas na sexta-feira o sangue além de mais abundamente (apesar de não ser exagerado) era vermelho mais vivo e tinha um pequeno coágulo! Foi aí que o meu alarme desatou a apitar!!!

Como não tinha consulta para breve, recorri a um hospital privado e fiz consulta. As ecografias são desse dia.


A ecografia revelou um saco com 1 cm alojado no útero (estava com receio que fosse ectópica...) e com uma vesícula vitelínica visível. Até aqui tudo bem! Fiquei descansada até porque a obstetra desvalorizou a perda de sangue por ter considerado que era uma perda muito pequena. Porém, disse-nos que a única coisa que estava menos bem tinha que ver com o formato irregular do saco!


De facto, o saco não era completamente oval, mas não valorizei essa informação.

Nos dias seguintes continuei com perdas não abundantes mas consistentes. Fiquei de repouso o fim de semana e na segunda-feira estava a sentir-me doente com uma valente constipação e optei por não ir trabalhar. Fiquei na cama o dia todo!

Apesar disso continuei a perder sangue e resolvi ir às urgências no hospital onde fiz a transferência do embrião. 

Lá voltaram a desvalorizar a perda de sangue e fizeram eco. A eco revelou um saco maior (14mm por 8mm) mas o que realmente me assustou foi o facto do saco estar completamente desfigurado em relação ao das ecos da sexta-feira passada. Não tinha forma definida... A mim pareceu-me um pneu furado em vários sítios. Até era difícil reconhecer se estaria alguma coisa lá dentro de tão vazio que estaria o saco! 

Apesar de pelas minha contas estar grávida há 5 semanas, a médica disse-me que tinha o aspeto de uma gravidez de 4 semanas e que aquilo que lhe parecia ser o embrião teria apenas 1 mm.

Disse-me para manter a minha vida normal e voltar no dia da consulta, marcada para dia 27 de Fevereiro.

Vim para casa alarmada com a imagem que vi no ecógrafo! Não consigo ainda hoje tirar aquela imagem da cabeça.

Decidi procurar informação sobre saco amniótico com formato irregular.

Logo nas 3 primeiras entradas do google descobri estar intimamente relacionadas com abortamento.
Não quis ver mais nada! Nessa noite, apesar de o ter comigo e de não me conseguir esquecer que estou grávida porque os enjoos são mais que muitos, sinto que perdi o meu bebé. Só me restava saber se seria de forma natural ou se teria de fazer uma curetagem.

Só no dia seguinte é que tomei consciência de que a perda era inevitável... Chorei, solucei e rendi-me.
Continuei com a minha vida normal (fui trabalhar) e ando a arrastar-me para todo o lado por causa dos valentes enjoos.

E..., quando já não tinha esperança nenhuma e já só queria que chegasse o dia da consulta para ter a certeza e decidir o que fazer (esperar pelo abortamento natural ou agendar a curetagem) as hemorragias como por milagre desapareceram por completo!

Ainda faltam 5 dias para a consulta e não sei se me devo agarrar à esperança! O meu coração já decidiu que sim!!!

Vai ser a semana mais longa da minha vida.....





quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O meu congeladinho campeão!

Há uns meses atrás, lá pelo verão decidi telefonar para o laboratório onde tenho congelados os embriões desde 2011 para ver se já tinham sido descartados.

Recebi a boa notícia de que os mesmos, apesar de já ter passado o tempo previsto no consentimento que tínhamos assinado nessa altura, continuavam preservados, mas para se manter essa situação teríamos de assinar novamente a papelada.

Como teríamos de marcar uma consulta para tal, lá ficou agendada para o outono, quando havia vaga.
Não pensámos nisso até Outubro!

E foi aí que o marido concordou em falar com a médica para saber da possibilidade de os descongelar. Marcámos o tratamento para Janeiro...

Anteontem (dia 31-01-2018) descongelaram uma das duas provetas que temos.


Descongelaram 3 embriões e um deles parou imediatamente de evoluir... mas tínhamos 2 com excelente qualidade! Sendo assim e porque só queríamos transferir um, a equipa decidiu esperar mais 24h para ver qual o que se desenvolvia melhor.

Ontem (31-01-2018) foi o grande dia e sozinha (ao contrário das últimas vezes) dirigi-me para o hospital onde me transferiram o meu congeladinho campeão!

[Se da última vez que transferi, achava que o embrião era uma campeã, desta vez acho que é mesmo um campeão! :)].

Quando vim para casa meti-me no supermercado e vim de lá cheia de compras que carreguei a peso. Hoje estou farta de pensar no raios dos sacos e quão pesados eles eram.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Infertilidade, sempre a infertilidade...

Sabem aquela boa e velha história de... " o segundo filho é sempre mais fácil!", "não penses muito nisso que acontece", e depois toda a gente tem uma amiga que esteve anos para engravidar do primeiro filho e logo de seguida engravidou sem problemas. 

Poderá ser verdade em muitos lares, não no meu! Sempre me disseram que não conseguia engravidar porque estava nervosa, ansiosa, e que quando "relaxasse", a coisa acontecia. Pois aconteceu precisamente num dos momentos mais stressantes da minha vida.

Por cá estamos sem contracepção há 4 anos e 9 meses e a vontade de aumentar a família é muita! Como não aconteceu até agora, sei que as probabilidades não estão do nosso lado.

Os tratamentos estão postos de parte, não por mim, mas o meu marido nem sequer quer ouvir falar disso e quando um diz que não, dois não fazem...

Tento não lhe guardar rancor, mas sei que com 35 anos, é agora ou nunca! E o facto de não me deixar fazer nova tentativa está a dar comigo em doida.




quinta-feira, 5 de maio de 2016

A girafa que comia estrelas

Ela adora o livro!


Encontrei isto e não resisti a partilhar :)



Já mostraram aos vossos filhos? ;)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O nosso carnaval

Este ano temos uma doutora muito especial. Não consegui ver o desfile dela lá da escola, mas estava um dia tão bom e tão cheio de sol!!! Tão diferente do dia de hoje que chove, chove, ...

O papá fez questão de participar e que feliz ficou ela de ver que tinha o pai a espreitar enquanto desfilava com os amigos...

sábado, 2 de janeiro de 2016

A miopia chegou por aqui!

Uma consulta de rotina transformou-se num grande susto e num sentimento de incompetência como mãe atenta que me considero ser!

O pediatra que acompanha a bailarina falou-me por alto para quando ela fizesse 3 anos, para fazer despiste de visão, consultando um oftalmologista pediátrico.

O melhor da minha zona tinha uma extensíssima lista de espera (de largos meses) e como tal já com mais de 3 anos e meio é que me soa um aviso no telemóvel a lembrar uma consulta para este mesmo dia com apenas 1 hora de antecedência.

Saio de casa com o lanche para ela na carteira e saímos diretos da escola para o hospital.

A conversa preparatória para a consulta foi feita durante a viagem de carro... 

Gosto sempre de a preparar antecipadamente para os acontecimentos que se sucedem. Ela não gosta de imprevistos e ficou desatinada quando lhe disse que íamos ao médico em vez de irmos para casa. 

Para minha surpresa, acabou por se portar lindamente em todos os exames físicos, tendo mesmo respondido às várias questões do médico com exatidão. 

Preparava-me para ir embora, pensava eu com um "está tudo bem, não se preocupe" ou um "volte cá quando ela entrar para o 1º ciclo", quando o médico até então muito calado, me diz sem meias medidas:

- A sua filha vê muito mal. Nunca tinha reparado?

De tão espantada que estava, nem me lembro bem do que respondi... Julgo que respondi apenas um não seco, tendo ficado a rever mentalmente todas as situações que deveria ter prestado atenção e que provavelmente me passaram ao lado.

Perguntou por miopia na família e referi que apenas eu tinha, cerca de 1 dioptria em cada olho, nada de especial. Aliás tenho óculos e só pego neles para conduzir de noite ou para ler as legendas da televisão.

Disse-me que ela tinha pelo menos 3,5 em cada olho e que deveria fazer a dilatação do olho para ter a certeza do valor exato.

Assim, depois de uma semana, ficamos a saber que não era o que se suponha, mas sim 4,25!

A minha bailarina sempre viu imensamente mal e eu nunca me apercebi! 

Ela sempre gostou de ver televisão perto, mas qual criança não gosta? Sempre reconheceu todos os lugares por onde passava de carro. Sempre se encantou com animais pequeninos como as formigas e minhocas da horta, sempre desenhou e pintou bem figuras pequenas e com pormenores. Como podia ter reparado?! 

Pois parece que só durante a escolarização é que os pais se apercebem, mas quando é tanto como 4,25 fico a pensar como é que me escapou algo desta dimensão?

Adaptou-se lindamente aos óculos, claro! Mesmo com o narizito e as orelhitas calejadas e com feridas nas primeiras semanas não os quis tirar mais para nada.